As aves aquáticas foram separadas em residentes e migratórias. Entende-se aqui por aves aquáticas, aquelas que dependem desses ambientes de forma direta; por aves residentes aquelas espécies que realizam todo ciclo biológico na região e; por aves migratórias, as aves que utilizam a área para alimentação ou reprodução, com movimentos sazonais e repetição de ciclo. Foram registrados as plumagens de reprodução, eclipse e intermediária. Entendese por plumagem de reprodução (em ave limícola) aquela que predomina as cores escuras como o preto e marrom, adquirida próximo ao período reprodutivo; por plumagem de eclipse aquela que predomina cores claras como o cinza e o branco adquirida na época não reprodutiva durante o período de invernada. A plumagem intermediária apresenta as duas características.
Tem cerca de 25 centímetros e o bico tem apenas 35 milímetros. A parte superior da sua plumagem é cinzenta e pintalgada de branco, já o seu peito é claro com riscos cinzentos e o ventre é branco. Suas pernas são altas e amarelas e a cauda é branca.
Vive em regiões úmidas tanto do interior como do litoral, em praias lamacentas e abertas de lagos e rios. Suas presas são localizadas visualmente ou acusticamente, sendo apanhadas em águas rasas ou na lama. Pode transferir plantas de um continente ao outro por intermédio, de sementes vivas nas suas dejeções. Regurgita pelotas, que contêm a quitina do exoesqueleto dos artrópodes ingeridos.
Ocorre em todo o Brasil, até a Terra do Fogo.
É um pouco maior que o maçarico-de-perna-amarela, distinguindo-se desta espécie principalmente pelo bico recurvado para cima.
Maçarico migrante do Norte, que se reproduz em maio e junho no Canadá. No Brasil ocorre em praias e alagados do interior. Na salina, costuma alimentar-se de Artemia franciscana, em conjunto com Tringa flavipes nos tanques de evaporação. Mais de 400 indivíduos são vistos no período de setembro a abril forrageando na localidade. A plumagem de reprodução foi registrada em agosto e abril e a de eclipse de setembro a março.